
Habitação de Interesse Social para Inhoaíba, RJ
O intuito do projeto é trazer qualidade de vida através de uma habitação que supra as necessidades do morador desde o interior do apartamento ao entorno do conjunto habitacional, sem encarecer o imóvel de forma que famílias de renda baixa tenham a chance de construir uma vida melhor.
Como ponto de partida para a concepção do projeto temos 3 diretrizes. São elas:
1 - Comércio: pois notamos a falta do mesmo na área de estudo. Além de trazer movimentação para a área, atenderia a necessidade do moradores locais.
2 - Lazer e convívio: apesar da existência de áreas públicas de lazer na redondeza, queremos trazer uma proximidade maior dessas áreas juntamente com as habitações para o conforto dos moradores, proporcionando áreas de interação entre os mesmo, melhorando assim sua qualidade de vida.
3 - Diferentes tipologias: a intenção é trazer diferentes tipos de famílias para o empreendimento, atendendo as necessidades de diferentes pessoas. Por conta disso nossa proposta abrange 3 modelos tipológicos onde as unidades tem de dois a três quartos e algumas com varandas.
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01 - Térreo comercial. + 4 Pavimentos
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02 - Térreo P.N.E. + 4 Pavimentos
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03 - Térreo pilotis + 4 Pavimentos
Implantação:
Proposta de criação de áreas de lazer público, criação de áreas comerciais e criação de novas praças de convivência.
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Térreo mais público
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Lote sem presença de muros
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Restrição quanto a circulação dos veículos no núcleo do lote. Assim voltamos este espaço ao contato dos pedestres
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Metade da planta térrea voltada para pne e 1/3 da outra metade voltada para comércio.
Público-alvo
O público que irá usufruir do espaço projetado será prioritariamente famílias de baixa renda que procuram uma habitação de qualidade assim como seu entorno. Como o conceito adotado visa a conexão, para para alcançar esse objetivo, o conjunto será projetado para atender os diferentes tipos de famílias que se encaixam nesse requisito.
O térreo do terreno é composto em sua maioria de habitações acessíveis a pessoas com deficiência, e uma outra parte para uso comercial com o intuito de gerar empregos para os próprios moradores do local.
As áreas de lazer e convívio também são essenciais para uma qualidade de vida melhor, por isso foi pensado em áreas comuns conectadas e não isoladas para todos terem acesso, moradores, visitantes e trabalhadores.
Técnicas construtivas:
Tipologias 1 e 2:
Alvenaria estrutural
Optamos por esse tipo de estrutura pois essa edificação é de pequeno porte, sendo assim, essa escolha mais econômica do que um modelo totalmente estruturado.
O sistema construtivo proposto, facilita a participação local tanto na mão de obra como no fornecimento de materiais. Isso torna o desenvolvimento do projeto socio sustentável, pois reduz gastos de transporte e fortalece a economia local.
Estratégia de economia e estética.
1. Cobogó nas áreas comuns, permitindo assim uma boa circulação do vento no interior da edificação.
2. Esquadria de alumínio na cozinha com janela aberta e fixa na parte superior, permitindo assim ventilação constante.
3. Escada pré moldada.
Tipologia 3:
Pilotis:
Escolhemos essa técnica construtiva para os outros edifícios pois pilotis é um conjunto de colunas que sustentam uma obra e, ao mesmo tempo, deixam o pavimento térreo livre e nossa intenção é desenvolver o nível térreo para espaço público, de uso de convívio dos moradores.
A ideia é evitar que os edifícios representassem barreiras físicas e visuais para as pessoas nas ruas.
Além de servir como apoio estrutural, os pilotis também podem agregar na estética do projeto.
Sustentabilidade
O projeto é concebido considerando o clima da região. Preocupação com a ventilação interna das edificações em todas as tipologias, assim como a iluminação natural em todos os ambientes. A vegetação e arborização escolhidas contribuem para a melhoria do micro-clima local.
Piso tátil
É importante ressaltar que nas calçadas
e caminhos de todo o complexo habitacional será aplicado piso tátil para tornar os locais mais acessíveis e assim conectar pessoas.
Cobogós
Utilização de cobogós nas áreas comuns de circulação dos edifícios para ajudar na filtragem da luz e na ventilação e iluminação natural, fazendo com que a sensação térmica seja mais agradável dentro da edificação.
Permeabilidade do solo
Utilização de pisos drenantes nas áreas de circulação externa para melhor escoamento da água da chuva quando não possível seu acúmulo.
Reuso de água da chuva
Por conta da necessidade local de um uso mais consciente da água, foi implementado um sistema de reuso da água para aproveitamento da água pluvial de telhados e calhas. O sistema consiste em captar a água da chuva e trata-la através de filtração e cloração. Após o tratamento, o volume de água será armazena- do para ser reutilizado na irrigação da vegetação local, limpeza de automóveis, limpeza de pisos e calçadas etc.
Autores: Camille Cid, Gabriel Vieira, Henrique Carneiro, Luiz Guilherme, Paula Armada.








